O Auditório Municipal acolheu a apresentação da peça «Memórias do Douro», levada a palco pelo grupo Teatro Sem Idade, no âmbito dos Ateliers (Re)viver e do CLDS 5G Mesão Frio.
A iniciativa destacou a criatividade, a dedicação e a expressão artística dos participantes, que partilharam com o público histórias, vivências e memórias ligadas ao Douro e às tradições durienses.
Na sessão, o presidente da Câmara Municipal de Mesão Frio, Paulo Silva, sublinhou a evolução do projeto e o impacto positivo dos Ateliers junto da comunidade sénior. “É um enorme orgulho ver, em tão pouco tempo, os excelentes resultados alcançados e perceber que este projeto está verdadeiramente a dar frutos”, afirmou.
A peça integrou a exibição de um vídeo com testemunhos de quatro mesão-frienses, que recordaram os tempos em que o rio Douro tinha uma realidade bem diferente da atual, marcada pela presença diária dos barcos Rabelo e das barcas de passagem e do trabalho que ambas exigiam.
O autarca destacou também a importância de preservar estas memórias e tradições, lembrando as dificuldades vividas pelas gerações anteriores. “Foram tempos difíceis, marcados pelo duro trabalho na vinha, pela pobreza e pela fome. Hoje recordamos esses tempos com nostalgia e respeito, porque foram estas pessoas que construíram o Douro que conhecemos e de que tanto nos orgulhamos”, referiu.
Paulo Silva reforçou ainda a necessidade de transmitir este legado às gerações mais novas, valorizando a história e as vivências da comunidade duriense.
A peça «Memórias do Douro» será ainda apresentada em duas escolas de Amarante, no próximo dia 27 de maio, estando também prevista a sua apresentação nas Juntas de Freguesia do nosso concelho em datas a anunciar.
Mais do que um espetáculo, esta iniciativa promoveu o convívio, o fortalecimento das relações interpessoais e o combate ao isolamento social, reforçando o sentimento de pertença, a igualdade de oportunidades e a coesão da comunidade.

