Situado na Praça do Pelourinho, foi o primeiro símbolo de poder local. D. Afonso Henriques deu-lhe foral no mês de fevereiro de 1152, confirmado por D. Afonso II, em Trancoso, no mês de outubro de 1217. D. Manuel deu-lhe foral novo, em Lisboa, a 27 de novembro de 1513. Era uma das dez 'Beetrias' do Reino, pelo que tinha grandes privilégios.
Este pelourinho de granito é constituído por uma plataforma com três degraus, pela base octogonal, de altura superior à dos degraus, pela coluna e pelo remate com 4 argolas ao alto formando uma cruz.
A coluna é de superfície lisa cilíndrica, constituída, aparentemente, por duas fracções com dois fortes estrangulamentos intermédios, fixando-se um anel de ferro no de baixo.
O capitel é esboçado por anel ligeiramente saliente, precedido de um pequeno aumento de secção do fuste.
O reinado de D. Afonso III contribuiu para que a implantação deste símbolo fosse uma constante em todos os concelhos como poder local de julgamento, como era em Barqueiros, Mesão Frio, Vila Marim e Vila Jusã.
A partir do século XVI serviam essencialmente para afixação de editais.
Foi classificado imóvel de interesse público pelo Decreto-Lei n.º 23122, de 11 de Outubro de 1933.