A tarde deste segundo dia de Mostra do Livro e Outras Artes contou com as apresentações dos livros “Sinfonia do Nada”, de Lúcia Duarte, e “O Renascimento do Médico Humanista”, de Vítor Coutinho.
O livro da fotógrafa Lúcia Duarte, apresentado pelo escritor Manuel Igreja, levou o público numa viagem visual e sensorial pelo Douro, numa obra construída ao longo de muitas horas de espera pelo momento certo para fotografar. “Todas as fotos têm um nome e são registadas com algo que eu vejo nelas”, explica a autora.
Vítor Coutinho, autor com casa em Cidadelhe, apresentou “O Renascimento do Médico Humanista”, uma obra que aborda a relação entre a medicina e as humanidades. A sessão foi conduzida por Pedro Moreira, presidente da CP – Comboios de Portugal e natural da mesma freguesia.
Durante a apresentação da obra, o autor partilhou o seu amor pela medicina, afirmando não compreender a tendência crescente da telemedicina e a forma como se pode fazer um ato médico sem um ato presencial. “Eu levanto-me e vou à porta esperar o doente. Ao vê-lo chegar, já faço uma primeira análise do estado do doente só através da comunicação não verbal.”
A Mostra do Livro e Outras Artes continua com a atuação do grupo coral “Mesão E(n)canto”, sob a direção do maestro Diamantino Nogueira.
A programação encerra com a arte do teatro, pelas 21h30, com a peça “O Morgado de Fafe Amoroso”, de Camilo Castelo Branco, apresentada pelo grupo Filandorra – Teatro do Nordeste.

